MADELEINE PEYROUX EM FLORIANÓPOLIS

 

 

 

 

Que Madeleine Peyroux é uma das grandes divas da atualidade, qualquer aficionado do jazz está cansado de saber! Um tanto ou quanto surpreendente para uma diva desse porte que já foi alcunhada pela crítica internacional de “Billie Holiday do século XXI, no entanto, foi o despojamento e a simpatia exibidos pela cantora por ocasião de sua apresentação na capital catarinense, incluída na programação do Jurerê Jazz, um festival que a cada ano se firma com destaque no cenário internacional : este ano, além da cantora americana, o festival trouxe os cubanos do Buena Vista Social Club e o trombonista Raul de Souza, entre outros, e promete Nuno Mindelis e Diana Krall ano que vem.

Madeleine Peyroux, com o acompanhamento minimal do guitarrista Jon Herington e do baixista Barak Mori, “feras” que a acompanham há alguns anos, além de brindar a seleta plateia que lotou o Teatro Ademir Rosa no CIC com um show exemplar, desdobrou-se em gentilezas que incluíram o esforço por tentar uma aproximação maior (que, a bem da verdade, nem seria necessária) com o público presente arriscando-se no português, tanto em algumas palavras previamente decoradas como em ter incluído o clássico “Água de Beber” de Tom & Vinicius no repertório.

O repertório, centrado em “Keep me in your heart for a while : The Best of Madeleine Peyroux”, que traz uma seleção dos discos que lançou desde 1996, iniciou com “Take these chains” e “Bye Bye Love” dos Everly Brothers, ambos do disco “” The Blue Room” dedicado ao repertório de Ray Charles, emendou com a lindíssima e um tanto subestimada “Between the bars” de Elliott Smith, teve um set solo de três musicas com Madeleine que culminou com “La vie em rose”, cantada pela plateia presente e incluiu “Got you on my mind” do repertório de B. B. King e Erci Clapton e a “cover” de Leonard Cohen, “Dance me to the end of Love”, talvez o maior sucesso comercial dessa americana, filha de uma professora de francês e de um descendente de franceses, que iniciou carreira nas ruas de Paris. Não por acaso, o repertório francês foi privilegiado: além do já citado hino do repertório de Edith Piaf, incluiu também “La Javanaise” de Serge Gainsbourg , e “J’ai deux amours” de sua autoria.

Madeleine nem precisou mostrar seus dotes também como musicista ao tocar no “ukulele”, instrumento aprendido com a mãe ainda na infância; quando ela encerrou a apresentação, já no bis, com “This is heaven to me”, todos de fato já se sentiam no paraíso com aquela belíssima apresentação da diva!

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *