Milton Friedman (1912 — 2006)

Milton Friedman (1912 —  2006) foi  um economista, estatístico e escritor norte-americano que lecionou na Universidade de Chicago por mais de três décadas. Ele recebeu o Prêmio Nobel em Ciências Econômicas de 1976 e é conhecido por sua pesquisa sobre a análise do consumo, a história e a teoria monetária e a complexidade da política de estabilização. Como um líder da Escola de Economia de Chicago, ele influenciou vários campos de pesquisa da economia. Uma pesquisa feita com economistas posicionou Friedman como o segundo economista mais popular do século XX, após John Maynard Keynes, com o The Economist descrevendo-o como “o economista mais influente da segunda metade do século XX… possivelmente de todo o século”.

Celebrado como o maior advogado do Liberalismo econômico e da subsequente redução das funções do Estado frente ao domínio do mercado livre. Seu monetarismo foi bem-sucedido em recuperar economias desenvolvidas estagnadas, como a da Grã-Bretanha da era Thatcher. Milton Friedman é um defensor da liberdade econômica individual e da democracia. Corajosamente enfrentou polêmicas questões como a da liberação de drogas, embora não recomendasse o seu uso. Defendeu um governo limitado, que garante estabilidade monetária, liberdades econômicas, estado de direito e direito de propriedade.

Friedman propôs a substituição do sistema de bem-estar EUA existente com um imposto de renda negativo, um sistema de imposto progressivo em que os pobres receberiam um salário básico do governo. De acordo com o New York Times, as opiniões de Friedman a este respeito foram baseadas na crença de que apesar “das forças do mercado … fazerem coisas maravilhosas”, elas “não podem garantir uma distribuição de renda que permita que todos os cidadãos consigam atender às necessidades econômicas básicas”

 

Na década de 1980, a rede pública americana (PBS) produziu e transmitiu uma série de documentários em dez episódios com Milton Friedman e sua defesa da liberdade econômica,  baseada  em seu  livro mais  famoso, “Free to Choose” (Livre para Escolher)

 

 

 

Os episódios seguem uma estrutura com Friedman primeiro expondo os seus pontos de vista através de entrevistas e casos práticos, Hong Kong (ainda sob domínio britânico) sendo um dos seus exemplos favoritos e depois debatendo o tema do episódio, frequentemente com pessoas com ideias opostas às suas. As duas partes dos documentários são interessantes, o debate sendo travado em alto nível tanto na qualidade do debate quanto na honestidade intelectual dos debatedores.

FONTE:  Milton Friedman

 

A série está disponível em  Inglês, no YouTube. A primeira parte pode ser visualizada no  vídeo abaixo:

 

Por que o Capitalismo ainda é a Única opção viável para a Humanidade?  (Por Paulo Monteiro)

Como  está demonstrado no  vídeo ao  lado, apesar  dos pesares  e  das  inúmeras  críticas  que,  sem  dúvida,  ainda  lhe  podem  ser  feitas, não  tenho  a  menor dúvida  que, com  todos  os  aperfeiçoamentos  e  instrumentos   moderadores  que  ainda  são  necessários para   garantir  o  equilíbrio  social  e  o  bem  estar  a  todos, mesmo  em  países  de  ideologia  capitalista  consolidada  e  bem sucedida  –  o que  significa  mencionar  APENAS    os  assim  chamados países  do  Primeiro  Mundo,  diga-se  de  passagem  -, o capitalismo  é o  ÚNICO  sistema  que viabiliza  o progresso , o  bem  estar  e  a  garantia  de   evolução  material  e  até  espiritual,  pois  a  nível  coletivo  a  evolução  espiritual  pode  chegar  à  estagnação  se não houver  uma  correspondente   e  bem  sucedida  contrapartida  material.

Por  uma  razão muito simples:  para  que  algo  aconteça, é necessário  que  haja  estímulo  para  isso;  para  que  algo  se  movimente é necessário  que haja  uma  Força  Propulsora  por   trás. E  a  ambição  –  isso  mesmo,  a  ambição  –  é  o  único  estímulo   real   e  a  poderosa  Força  Propulsora  que  SEMPRE impulsionou,  impulsiona  e impulsionará  ainda  por   muitos  e  muitos  séculos  a   Humanidade,  já  que,  como  sabemos,  é lentíssima  e   ainda  estamos  a  anos-luz  de  atingir  a  evolução  moral  e  ética  –   a  nível  individual  e,  sobretudo,  a  nível   coletivo… –  necessária  para  prescindir  dessa,  digamos  assim,  imperfeição  do  ser  humano.  Ou  somos  ainda  tão ingênuos –  e  aqui,  com o perdão  de  quem  ainda vai  nessa   falácia,  já não  cabe  mais  a palavra  “idealista” –   que duvidamos disso?

Não que inexista ganância nos sistemas esquerdistas, como ironicamente e   com  muita  propriedade  observa Milton Friedman: a ganância é um atributo indissociável da grande maioria dos  seres  terrestres, e,  quando habilmente conduzida e administrada  pode e  deve  ser  a  grande  alavanca  que impulsiona  o Progresso. A diferença é que essa ganância nos sistemas esquerdistas  fica restrita a  beneficiar exclusivamente os círculos elitistas do Poder  – ou  ainda existe  alguém  com uma  tal ingenuidade (ou orgulhosa  má fé,  quem sabe)  que  imagina que os benefícios  dessa ganância  sejam estendidos  à  população nos sistemas de  esquerda?  – ,enquanto  a  maioria  geralmente silenciosa, conivente ou  iludida, abafada e  esmagada  pelo   Poder governamental, “pasta”  na mediocridade burocrática e estagnada da  carência  e do  atraso, como  o  Brasil  está começando  a descobrir  com um século  de   atraso.

E,  convenhamos,  se  existe  alguma chance de sucesso  nessa   colossal empreitada  de  tentar  direcionar  a  Humanidade  em direção ao  Progresso,  à   Evolução  e  ao  Bem  Estar,  essa chance  jamais   poderá  advir   de  um  sistema  que  só  provoca Imobilidade  e  Inércia, que  são  as respostas  humanas  à falta de estímulo,  por mais que  se  tente  “embrulhar  o  pacote”  no papel  dourado  das  falácias do  oportunismo  populista  e  no bom-mocismo  irreal  e utópico;  tal  chance só pode advir da   ação  de uma  força  propulsora   brutal   como  a ganância, mesmo  que  tal   força  necessite  ser continuamente   moderada corrigida e  até  alterada.

É  nisso   que  acredito,  sem  retoques!…

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