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Münzenberg, um herói da criminalidade esquerdista – Artigo de Marco Frenette

É preciso conhecer um pouco da história de cada herói da máfia esquerdista, para saber exatamente com o que estamos lidando. Um deles é o alemão Willi Münzenberg, morto a mando de Stalin em 1940, na França.

 

Münzenberg foi o que se costuma chamar de “gênio da propaganda”, ou seja, era um especialista em manipulação por meio da psicologia de massas e da distorção das linguagens, aplicadas nas mais diversas áreas da comunicação e do entretenimento.

Durante mais de uma década, o principal trabalho de Münzenberg, como funcionário da URSS, foi o de divulgar o comunismo no ocidente de modo a parecer que essa divulgação era opinião espontânea dos artistas e de outros famosos. Ele comandava uma equipe de infiltrados que usavam de todos os meios para injetar as ideias “certas” nos lugares “certos”, para dali elas irradiarem não como preceitos comunistas que de fato eram, mas como supostas preocupações com a “justiça” e com a “liberdade”.

Em 1919, quando Lenin criou a Internacional Comunista, a Komintern, cujo objetivo – assim como é hoje o objetivo de órgãos como o Foro de São Paulo e a ONU – é levar a revolução para os outros países, quem representou a Alemanha foi justamente Münzenberg, em nome do Partido Comunista Alemão.

Nessa Komintern, Münzenberg fez um discurso muito claro: é preciso aliciar artistas, jornalistas, escritores,  e todos que puderem dar credibilidade ao comunismo sem estar diretamente ligado ao movimento.

A ideia baseava-se no fato de as opiniões “isentas” dos formadores de opinião terem um poder de convencimento sobre a opinião pública muito maior do que a opinião do engajado. Essa técnica é aplicada até hoje, quando hordas de artistas vem a público para defender a criminalidade esquerdista, fingindo ter princípios morais e éticos.

A máquina de propaganda criada por Münzenberg foi tão eficiente que tinha a seu lado as “opiniões isentas” de artistas e escritores famosíssimos à época, tais como André Malraux, Ernest Hemingway, Dorothy Parker, Erwin Piscator, John Dos Passos e George Grosz.

O primeiro trabalho de Münzenberg foi em 1921, a pedido de Lenin. O regime comunista da URSS gerou (que surpresa…) uma grande fome, e Lenin achou, acertadamente, que a pessoa adequada para criar uma narrativa mentirosa no ocidente para minimizar os estragos na opinião pública era Münzenberg.

Sediado em Berlim, Münzenberg criou uma campanha internacional para que os “trabalhadores do mundo” ajudassem os “famintos da Rússia”. Foi nessa campanha que, pela primeira vez, os comunistas trocaram a palavra “caridade” – embebida de forte significado cristão – pela palavra “solidariedade”, mais neutra e “revolucionária”.

Os sucessos de Münzenberg foram muitos. Ele foi o responsável pela primeira grande campanha antiamericana da história, quando coordenou a divulgação de que dois criminosos anarquistas, Sacco e Vanzetti, condenados à morte, eram “duas inocentes vítimas da ira conservadora e capitalista dos EUA”. Ele também popularizou os “congressos internacionais”. Organizou, por exemplo, o encontro de intelectuais esquerdistas de 1937, em Valencia.

A carreira de criminoso esquerdista de Münzenberg foi brilhante, porém curta (comecei a escrever que a carreira dele foi curta como é a de todo criminoso, mas daí me lembrei de criminosos esquerdistas brasileiros que morrerão velhos e milionários, como o Lula e seus postes…). A partir de 1936, Stalin inicia um grande expurgo, visando eliminar todos os comunistas que poderiam de algum modo fazer sombra ao seu poder.

Desse modo, quatro anos depois, chega a vez de Münzenberg provar das delícias do regime que amava, e termina com a boca cheia de formiga. Ele foi assassinado por estrangulamento com o uso de um garrote, e encontrado ao pé de um carvalho numa floresta em Saint-Marcellin.

Na sua morte também funcionou a máquina de propaganda comunista, pois Stalin mandou espalhar que ele tinha sido assassinado e torturado por agentes da Gestapo, porque comunismo é paz, verdade e amor.

 

(Marco Frenette)

OBS.:  Sugiro que complemente a leitura deste artigo com a leitura do artigo, A Criminalização do Comunismo, que escrevi como uma reflexão e um adendo às informações trazidas por este artigo do Marco Frenette

 

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