NÁ OZZETTI – “Embalar”

 

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Nascida em uma família de músicos, a paulistana Ná Ozzetti estudou piano na infância e formou-se em artes plásticas; iniciou a carreira de cantora no fim dos anos 70, cantando no grupo Rumo com quem gravou 5 LP’s. Em 1988 lançou o primeiro disco solo, “Ná Ozzetti”, pelo qual ganhou o prêmio Sharp na categoria “cantora revelação”. Seis anos depois veio o disco “Ná”, que conquistou a crítica com seu apuro técnico, ganhando dois prêmios Sharp, inclusive o de melhor disco. Identificada com a “vanguarda paulista”, Ná Ozzetti lançou em 1996 “LoveLee Rita”, um disco em homenagem a outra paulistana de sucesso, Rita Lee. Fundou sua própria gravadora, a Ná Records, que lançou em 1999 o disco “Estopim”. Em seu repertório há composições próprias, de seu irmão Dante Ozzetti, Itamar Assumpção, Luiz Tatit e José Miguel Wisnik. Em 2000 participou do Festival da Música Brasileira, promovido pela TV Globo, com a música “Show”, de Luiz Tatit, e acabou ganhando o prêmio de melhor intérprete.

Sempre na vanguarda musical do país, e fiel às suas diretrizes de cantora de excelência e compositora que nunca fez concessões à comercialização banal,  Ná apresentou neste domingo, 10,11,2013, no privilegiado cenário do Auditório do Ibirapuera em S. Paulo o “show” de lançamento de “Embalar” décimo disco da carreira solo da artista, realizado por Ná e os músicos Dante Ozzetti, Mário Manga, Sérgio Reze e Zé Alexandre Carvalho. A canção Embalar sugere o espírito do novo disco. A música parte de um groove dos instrumentos que se repete enquanto a melodia brinca, numa espécie de contraponto rítmico melódico. O repertório traz quatro canções de Dante Ozzetti, três delas em parceria com Luiz Tatit e uma com Makely Ka. Ná compôs outras quatro com parceiros diferentes como Alice Ruiz, Joãozinho Gomes e Tulipa Ruiz.

 

NÁ OZZETTI – RAIO X  (De Rita Lee)

 

“Foco o binóculo sobre o nariz
Entro nos apartamentos
Com olhos de Raio X
Vejo a vida como um cinema
Cenas de amor e drama
Divinas comédias colméias humanas
De longe as pessoas são todas iguais
De perto conheço esse rosto
De outros carnavais
Quem é que nunca teve um sonho
Quem é que não é sozinho
Quem os seus olhos procuram meu caro vizinho?”

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