Desde Edmund Burke até os dias atuais, a história do conservadorismo se desenrola em dois eixos:

  1. a) Produção de uma cultura de alto valor estético, moral e, portanto, civilizatório;
  2. b) Sucessivos pisamentos na serpente comunista, mas sempre tirando prematuramente a botina de cima de sua cabeça.

Por levantar a botina antes do completo esmagamento, os conservadores permitem que a criminalidade esquerdista tenha tempo para lamber suas feridas, se reorganizar e voltar ao ataque.

A cada retorno, o ataque vem com mais força e mais experiência, dificultando a implantação da cultura civilizatória conservadora.

De modo que os mesmos grupos humanos que produzem coisas belas e eficientes terminam fraquejando na hora de proteger os tesouros duramente acumulados. A esses tesouros nós chamamos de tradição.

 

(Marco Frenette)

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