Para quem não teve a oportunidade de assistir, recomendo que veja o filme “Dark Waters” – parece-me que o título em português é “O preço da verdade” -, o novo filme do diretor Todd Haynes, com Mark Ruffalo (em atuação fantástica, por sinal), Anne Hathaway e Tim Robbins.

 

O filme narra o fato real e bastante conhecido da luta judicial mantida pelo escritório de advocacia no qual trabalha o advogado de defesa corporativa, Robert Bilott (personagem de Mark Ruffalo), até hoje em atividade, que entra com uma ação judicial contra o gigante da Indústria química, a Dupont, responsável pela fabricação de produtos com “teflon” que contêm um componente químico identificado pela sigla PFOA (o Politetrafluoroetileno), responsável por causar várias doenças em humanos, tais como deformações congênitas, cânceres, danos ao fígado e à tireóide, etc. Sobre o tema Teflon, clique aqui e se informe melhor.

A Dupont – inventora e primeira produtora dos produtos revestidos em teflon – teria sabido dos seus efeitos negativos para a saúde por mais de 50 anos. Isso se tornou evidente no momento em que os trabalhadores de suas fábricas começaram a ficar doentes durante o trabalho. Os riscos seriam ligados às substâncias e à fumaça proveniente da fabricação do material.

Para além das outras qualidades que é possível apreciar no filme, dá para se extrair dois paralelos importantíssimos com o que vem ocorrendo atualmente no mundo.

O primeiro e mais evidente é o que aponta a semelhança do comportamento da Dupont com o de alguns grupos biliardários, atualmente na mídia, como aqueles identificados como fazendo parte daquilo que genericamente se denomina Nova Ordem.

Tanto no filme, quanto na vida real, percebe-se que existe um plano perverso – consentido no caso do filme e deliberado na vida real – de ambos para transgredir o Ético e o Correto e abraçar o que pode ser identificado como Mal e Incorreto. No caso do filme, o motivo é a ganância, pura e simples. Na vida real, também, mas travestida de Dominação e Poder.

E como o próprio filme deixa claro numa das falas centrais, é sempre o ser humano – são as suas decisões – quem transpõe os limites daquilo que seria Ético para adotar práticas criminosas.

No filme são grupos fortemente capitalizados, são suas decisões movidas pela ganância que trazem a doença e a morte às nossas comunidades.

Na vida real a situação é mais complexa por que tais grupos se aliam – ou a eles são aliados -, por conveniência, a forças de natureza política ou geopolítica. E se utilizam de ferramentas ideológicas próprias que lhes permitem atingir com maior facilidade os verdadeiros objetivos. Mas isso é motivo para vários outros artigos.

Pois, o que realmente importa aqui é que é dessa aparente complexidade que se aproveitam tais forças perversas e agressoras para disseminar a confusão, a incerteza, a dissimulação, o medo e o conflito na população e para que dessa forma as pessoas se esqueçam de analisar aquilo que realmente importa: o Bem e o Correto, em que situação for.

Tudo o mais é irrelevante ou circunstancial. Mas, é esse irrelevante que tentam inverter, transformando no essencial. E tentam criar na cabeça das pessoas um motivo que as leve ao conflito e impeça a fácil adesão da maioria ao que é óbvio e transparente, e, portanto, à fácil solução do conflito. Seja esse conflito entre Capitalismo x Socialismo, entre Conservadores x Progressistas, ou, pior ainda, entre Direita x Esquerda.

Só alguém deliberadamente “emburrecido”, por longos anos a fio (ou contaminado, como ocorreu no filme), pode imaginar que grupos fortemente capitalizados como os de George Soros (sabidamente um dos instigadores desse conflito), para não citar outros, possam ser categorizados como sendo Socialistas ou sendo de Esquerda. Que contrassenso é esse?

Só alguém deliberadamente “emburrecido”, seja a título de que crença for, poderia em sã consciência pensar em defender a bandidagem, a corrupção, a inversão de valores e o crime, como se fez e se faz atualmente no Brasil. Quer coisa mais doentia do que essa?

Pois o pior é que tem, por que a coisa não para por aí e a lista parece ser infindável e cresce a cada dia.

Só alguém deliberadamente “emburrecido”, seja a título de que crença for, poderia deixar de enxergar que saímos de um mar de desmandos, incompetência, corrupção e bandidagem generalizada, que caracterizou todos os governos anteriores num ritmo exponencialmente crescente e assustador, e estamos há quase um ano e meio sem registros relevantes de corrupção no governo central.

Só alguém deliberadamente “emburrecido”, seja a título de que crença for, poderia deixar de enxergar que passamos a ser castigados novamente por esses mesmos males quando uma decisão deliberadamente equivocada da Suprema Corte decidiu transferir as decisões e o controle orçamentário concernentes à pandemia para a esfera regional.

Só alguém deliberadamente “emburrecido”, seja a título de que crença for, poderia deixar de enxergar que as ações movidas pelo governo central vinham levando o país para o caminho da recuperação e foram deliberadamente travadas por motivos políticos.

Só alguém deliberadamente “emburrecido”, seja a título de que crença for, poderia deixar de enxergar o comportamento insano de grupos de desordeiros e de terroristas e ignorar que essas ações têm uma matriz central de onde são ordenadas, pagas e comandadas.

Só alguém deliberadamente “emburrecido”, seja a título de que crença for, poderia deixar de enxergar que o governo central, por mais desastrado na forma que possa parecer, nada fez de antidemocrático até ao momento, que mereça ser “macaqueado” de forma desrespeitosa por alguns e que, pelo contrário, tem sido cerceado e impedido de agir e de tomar decisões a cada minuto e a cada passo por forças, essas sim, antidemocráticas e ditatoriais.

Só alguém deliberadamente “emburrecido”, seja a título de que crença for, poderia deixar de enxergar que a figura do Presidente por mais tosca e desagradável que possa parecer a alguns nada tem daqueles rótulos que tentam desesperadamente lhe pespegar e que, pelo contrário, tenta livrar os cidadãos brasileiros daqueles males – a homofobia, o autoritarismo, o ateísmo, a repressão, etc. – que são defendidos, isso sim, por esses mesmos que insuflam tais sandices.

Só alguém deliberadamente “emburrecido”, seja a título de que crença for, poderia deixar de enxergar o comportamento, baixo, vil e canalha de alguns elementos que pegaram carona oportunisticamente na ascensão do Presidente para depois traí-lo descaradamente, sem o menor pudor e sem motivo confessável algum.

Só alguém deliberadamente “emburrecido”, seja a título de que crença for, poderia deixar de enxergar que por trás de tudo isso existe apenas o desejo de alguns de retomar a senda da bandidagem e do crime e, de outros, o de subjugar economicamente o país.

A não ser que haja conveniências e interesses pessoais nisso, ser humano algum em pleno domínio de suas funções cerebrais desejaria para si e para os demais algo assim ou um retorno à situação que vivemos até pouco tempo atrás e que hoje foi claramente exposta, sem quaisquer subterfúgios. Muito menos morderia a mão de quem tem a clara intenção de nos livrar disso, seja por qual pretexto for, como é feito por muitos.

Sim, por que o simples fato de levantar a voz, por motivos fúteis ou até sem motivo absolutamente nenhum, para tentar denegrir ou desqualificar de qualquer forma a imagem do Presidente já mostra que algo profundamente podre e inversor se oculta sob o comportamento dessas pessoas, mesmo que a justificativa seja apenas para configurar comportamento de manada.

Por que, gente, deixar de enxergar isso, já deixou de ser crença, faz tempo. E, além de ingratidão e falta de caráter, acima de tudo passou a ser doença por “emburrecimento” mesmo!

E é aí que encontramos o segundo paralelo entre o filme e a vida real: a forma utilizada para explicar a contaminação, que no filme é representada pela água. A água que no filme é o canal transmissor para abater de forma cruel e metódica as 190 cabeças de gado do fazendeiro que tinha suas terras nas redondezas onde a Dupont despejava seus detritos. E que terminou por levar o próprio fazendeiro, por câncer.

Troque a palavra contaminação pela água por “emburrecimento” pelas mídias tradicionais e entenderá o paralelo. 

Na vida real, a “água” está representada no nosso cotidiano pelas mídias. Deliberadamente usadas como fator de “emburrecimento” generalizado.

E é um fator de “emburrecimento” tão perverso e viciante que as pessoas não conseguem perceber que junto com os BBB’s, as novelas favoritas acompanhadas quase religiosamente por longos anos e os “inocentes” programas de auditório massacrados pelo principal canal dessas mídias (a televisão) e incessantemente despejados em suas veias, funcionam como a água contaminada do filme, gota a gota, dia após dia: o “emburrecimento” coletivo, progressivo e irremediável, na vida real.

E isso explica por que esse “emburrecimento”, que é global e deliberado repita-se, atingiu proporções estratosféricas no Brasil. O país, em particular, foi “emburrecido” por longos anos e abraçou claramente a mediocridade e a insanidade, no caso de muitas dessas pessoas. Pelo amor de Deus, nem precisa citar fatos e dados que comprovam isso claramente, pois, acreditem, ainda tem gente que não perdeu a sanidade, a memória e a clareza de pensamento.

Só isso explica que grau de “emburrecimento” perverso atingiram esses que se deixaram levar pelas falácias e pelas táticas insidiosas desses agentes do Mal, da Mentira, da Dissimulação e do Incorreto.

Por que, na realidade, o único e real conflito existente é entre Conhecimento e Ignorância.

E é a essa a luta que todos deveriam se aliar, independentemente de qualquer ideologia ou de qualquer crença: a luta contra a Ignorância. A luta pelo Conhecimento!

Para que se consiga novamente restabelecer o Primado do Bem e do Correto, fundamentalmente.

Tudo o mais é apenas e simplesmente consequência do “emburrecimento” coletivo de uma nação!

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