O musical da Broadway em S. Paulo O REI LEÃO

 

 

Há 15 anos em cartaz na Broadway, o musical encenado nas grandes metrópoles mundiais e visto por quase 65 milhões de pessoas chegou a São Paulo, onde está sendo encenado no Teatro Renault – antigo Teatro Abril -, para comprovar sua fama, e encerrou a temporada de 2013 com um público de mais de 455 mil pessoas. Com sua presença marcante e colorida em cena, O REI LEÃO transporta o espectador para o exotismo africano e é um marco no mundo do entretenimento.

 

Baseado no filme da Disney, com música de Sir Elton John e letra de Tim Rice, que por sua vez é inspirado pela peça teatral “Hamlet” de  Shakespeare, no filme “Bambi”, também da Disney, nas histórias de José e Moisés da Bíblia e, sobretudo,na clássica história de Ozamu Tezuka, “Kimba, o leão branco”, o enredo conta a história de Simba, um pequeno leaozinho que é filho de Mufasa, o Rei Leão, e da rainha Sarabi. O recém-nascido recebe a bênção do sábio mandril Rafiki mas, ao crescer, é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar, o invejoso e maldoso irmão de Mufasa, que planeja livrar-se do sobrinho e assumir o trono. Quando Simba se vê injustamente acusado pela morte de Mufasa, sua única chance de salvar sua vida é se exilar das Terras do Reino.

Ele encontra abrigo junto a outros dois excluídos da sociedade, um javali chamado Pumba e um suricate chamado Timon, que lhe ensinam a filosofia do “Hakuna Makata” (sem preocupações). Anos depois, ao ser descoberto por Nala, sua amiga de infância, Simba tem que decidir se deve assumir suas responsabilidades como rei ou seguir com seu estilo de vida despreocupado.

A versão brasileira, com texto de Irene Mecchi, traz Gilberto Gil como autor das canções e tradução de script assinada por Rachel Ripani e, em nada desmerece sua matriz famosa; com o apoio de um elenco impecável, onde seria injusto citar algum destaque, dada a excelência do conjunto,  uma assessoria musical que inclui uma orquestra dirigida pela competente Diretora Musical Vânia Pajares e tem como destaque – como não poderia deixar de ser – a equipe de percussão e tem a direção da americana Julie Taymor, Tony Award de Melhor Direção de um musical e de Melhor Figurino para a versão da Broadway em 1998, que ela reproduz no teatro paulistano, acrescentando apenas alguns detalhes tipicamente nossos e que ganham o reconhecimento e aplausos da plateia presente.

O musical transpõe com extraordinária inventividade a savana africana, utilizando-se de recursos que remetem ao teatro de máscaras e de marionetes. Sua inovação na concepção artística, especialmente no gênero musical, torna simplesmente impossível que alguém o assista e fique indiferente. Ainda não conferiu? Então não perca a chance de garantir seu ingresso, para este maravilhoso espetáculo, que por si só justifica uma ida a Sampa.

 

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