B. Alan  Wallace  (1950)  é um Professor, Escritor, Pesquisador americano, praticante de Budismo, cujo foco de estudo são as interseções entre os estudos da mente e disciplinas científicas como Psicologia, Física e Neurologia Cognitiva. Ele busca conexões filosóficas e científicas entre as formas de pensar no Oriente e no Ocidente. Fundou na California o Santa Barbara Consciouness Studies. Desde 1976, ele ensina Budismo, Filosofia e Meditação na Ásia, na Europa, na Austrália e nas Américas, do Norte e do Sul. É dele o extraordinário texto que reproduzo abaixo:

 

 

O   SENTIDO   DA  VIDA  E  O  BEM  ESTAR  GENUÍNO

As questões relativas a significado, valores e ética são consideradas por muitos como sendo de natureza subjetiva, determinadas apenas pelas preferências de cada um, em contraste com as verdades objetivas reveladas por meio da investigação científica. Entendo que esta divisão entre os domínios subjetivo e objetivo da realidade é superficial e enganadora.

Os domínios dos valores e da verdade não são “disciplinas não sobrepostas”, como proposto pelo biólogo evolucionista Stephen J. Gould. Rather; são aspectos interdependentes da realidade, nos quais valores autênticos podem conduzir à descoberta de verdades profundas, e a descoberta empírica de tais verdades pode trazer mais riqueza aos valores do indivíduo. A chave é a busca do bem estar genuíno, que os gregos chamavam de “eudaimonia. Este é o bem-estar que deriva não daquilo que se obtém do mundo, mas daquilo que se traz ao mundo. Há múltiplas dimensões desse bem-estar.

A primeira dimensão é o bem-estar social e ambiental, e surge ao se tratar os seres sencientes e o meio ambiente como um todo com benevolência, abstendo-se da violência.

A segunda dimensão relaciona-se ao cultivo do bem-estar psicológico, cultivando intenções e desejos com sabedoria; cultivando qualidades atencionais de serenidade e clareza; cultivando a inteligência cognitiva de perceber as coisas como elas são, sem fechar os olhos à evidência empírica e sem confundir a realidade com as nossas próprias projeções; e, finalmente, cultivando a inteligência emocional, evitando os extremos de hipersensibilidade e de apatia.

A terceira dimensão se relaciona a cultivar o bem-estar espiritual, explorando as profundezas mais íntimas de quem somos e de como nos relacionamos com o restante da realidade.

Em suma, o sentido da vida é viver de forma ética, cultivar um equilíbrio psíquico excepcional, e buscar investigar as profundezas de nossa própria natureza mais íntima, que é a verdadeira fonte do bem-estar genuíno.

 

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Tradução livre de Jeanne Pilli

 

http://excellencereporter.com/2015/06/18/b-alan-wallace-the-meaning-of-life-and-genuine-wellbeing/

 

www.alanwallace.org/

 

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