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O SORRISO COMO IDIOMA

Ao trocar uma carreira na Engenharia pela estrada, o instagrammer Christian Byfield descobriu que sorrir é a melhor forma de se conectar com o mundo.

 

 

Christian Byfield está animado. O colombiano sabe que tem um dos melhores trabalhos do mundo e, em um espetáculo no México, não poupa sorrisos a quem está ao seu lado na plateia. Imediatamente, recebe-os de volta. Mais do que um estado de espírito, esse é um experimento do instagrammer de viagem que adotou o sorriso como dialeto desde que caiu na estrada, há cinco anos.. Virou um colecionador: “Em lugares como a Rússia ou partes da China o inglês é nulo; então brinco que pelo menos sorrimos todos no mesmo idioma”.

Aos quase 250 mil seguidores do seu perfil no Instagram, Christian narra os resultados da experiência. Na Etiópia, por exemplo, colheu 98% dos sorrisos que lançou, mas a apuração não é nada científica: “Tudo é baseado na observação para que as pessoas tenham uma ideia de quanta gente é gentil”. Ou de como as pessoas sorriem, como na Arábia Saudita,  onde aprendeu a “ler” o sorriso das mulheres através da burca, observando seus olhos comprimidos pela felicidade.

Para Christian, buscar essa empatia é também uma lembrança de sua própria superação. Da experiência em uma prematura carreira na Engenharia, descobriu a certeza de que nenhum emprego vale a frustração de não fazer aquilo que ama. “Para mim, era uma loucura essa contradição: fazer o que eu gosto 20 dias ao ano e o que eu não gosto, 340”, explica.

E resgatou o desejo de desbravar o mundo que trazia consigo desde a adolescência, aos 14 anos, quando conseguiu os 742 dólares de uma passagem para um acampamento de verão nos Estados Unidos, vendendo obleas (uma sobremesa colombiana).

Já adulto, depois de largar o emprego, partiu para uma volta ao mundo que durou 754 dias. Viu seu Instagram multiplicar-se de 300 para,mais de 4 mil seguidores. Não parou mais. De lá para cá, viaja convidado por marcas ou publicações para as quais escreve suas experiências de vez em quando. O verdadeiro capital, porém,  vem das descobertas pessoais, dos carimbos de passaporte e, claro, dos sorrisos coletados ao redor do planeta: “Quando se age com Boa energia as pessoas percebem, não importa onde você está.  Em 99,9% das vezes, elas te estenderão a mão”.

 

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