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OS CÓDIGOS QUE EINSTEIN NÃO DECIFROU

 

 

 

Os mais importantes códigos ou funções da inteligência estão bloqueados em cada ser humano. Em uns excessivamente, em outros de forma menos gritante. Einstein decifrou alguns importantíssimos códigos, como o código da intuição criativa, da arte da dúvida, do debate de ideias, da observação rigorosa.

O gênio da física libertou seu imaginário, andou por ares nunca antes imaginados, reciclou paradigmas, produziu um corpo de conhecimentos que revolucionou a maneira como vemos o universo. Enxergou eventos físicos de modo único. Sua teoria foi de uma engenhosidade assombrosa.

Einstein foi considerado um dos maiores cérebros humanos. Mas, será que teve alguns códigos da inteligência represados? Sim. Tão reprimidos que o levaram a cometer algumas falhas inadmissíveis na relação com um dos filhos, mas pouco se comentou sobre esse assunto na imprensa mundial.

Einstein era um homem simples, sociável, gentil, amante da música , mas o código de resiliência e o código da capacidade de se encantar com os pequenos estímulos da rotina diária estavam contraídos.

O pensador da física explorou muito o mundo à sua volta, mas pouco viajou pelo pequeno e infinito mundo da sua mente. Não decifrar esses códigos provavelmente contribuiu para que ele construísse vilões em sua própria psique e tivesse tendências depressivas e pensamentos mórbidos, pessimistas.

Creio que Einstein também não tenha decifrado plenamente outros códigos que ultrapassavam os limites da lógica, como o código do altruísmo e o da capacidade de se colocar no lugar do outro. Se ele os tivesse desenvolvido em seu psiquismo, jamais teria deixado de visitar por anos a fio seu filho portador de uma psicose no manicômio em que o internou.

O grande Einstein se apequenou. Abandonou um filho no momento em que este mais precisava. Como pôde um humanista agir sem humanidade? Como pôde um pai colocar um filho no rodapé da sua história? Einstein foi a primeira grande celebridade da ciência. Mas, enquanto brilhava, seu filho definhava no anonimato de um manicômio. Todos os pais podem estar ao lado dos filhos que estão no pódio, mas a excelência do amor revela-se quando se está ao lado daqueles que nunca saíram das últimas fileiras.

Não se comenta que o homem que mais conheceu as forças do universo físico foi derrotado pelos fenômenos de um universo mais complexo: o psíquico. Os delírios, as alucinações, as imagens mentais surreais e os pensamentos desorganizados do filho eram fenômenos mais profundos do que os estudados na teoria da Relatividade Geral. Tais fenômenos o perturbaram.

A decadência do hospital e o sentimento de impotência em lidar com fatos ilógicos também angustiaram o gênio da física. Por não decifrar determinados códigos de inteligência, ele agiu em algumas áreas sem qualquer genialidade.

 

 

AUGUSTO  CURY  (Em “O Código da Inteligência”)

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