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PANTERAS NEGRAS, IMPRENSA MARROM, ESCOLA VERMELHA

 

Há alguns dias, esteve no Brasil a militante comunista americana, Angela Davies. Como não poderia deixar de ser, foi saudada pela esquerda caviar e pela grande mídia (redundância?) como uma “lutadora pela liberdade”.

Angela Davies foi duas vezes candidata a vice-presidente dos EUA pelo Partido Comunista Americano. A tal “lutadora pela liberdade” sempre se recusou a defender a libertação de qualquer preso político dos países com os quais seu partido era alinhado – a então União Soviética, Cuba e a comunista Alemanha Oriental (aonde chegou a morar por algum tempo).

Resultado de imagem para panteras negras, imprensa marron escola vermelhaNa década de 1970, Angela Davies providenciou armas para que um grupo de extrema-esquerda invadisse um tribunal na Califórnia, num ato de terrorismo que resultou em quatro pessoas mortas. Angela chegou a ser presa por sua contribuição para o episódio.

A mais famosa organização apoiada pela senhora Davies, porém, foi provavelmente o Partido dos “Panteras Negras”.

O Partido dos “Panteras Negras” foi uma organização armada, de extrema-esquerda, que, a pretexto de lutar pelos direitos civis dos negros, pretendia realizar uma violenta revolução socialista nos Estados Unidos, nos anos 60. Desvirtuou a pregação pacífica e corajosa desse líder extraordinário que foi o reverendo Martin Luther King Jr. (e que não tinha nenhuma simpatia pelo comunismo).

Luther King morreu pela causa dos direitos civis dos negros. Já os tais “Panteras Negras”, com o apoio entusiasmado de Angela Davies, mataram inocentes usando a mesma causa como pretexto.

Um dos vários crimes praticados pelo grupo foi o assassinato de Betty Van Patter.

Betty foi convidada por um amigo seu de nome David (uma das mais conhecidas lideranças radicais da extrema-esquerda na época – início dos anos 70 – e que havia decidido associar-se aos “Panteras Negras”) para tomar conta de uma espécie de escola que esse amigo criara para os filhos dos “Panteras”.

Nem David nem Betty desconfiavam que a escola serviria de fachada para o que era na verdade um campo de treinamento militar do grupo extremista, bem como um canal para desvio de dinheiro dos fundos de educação do governo da Califórnia.

Em dado momento, porém, examinando os livros contábeis da “escola”, Betty achou que havia algo errado.  Ingenuamente, ela foi expor a situação a um dos chefes do grupo revolucionário.

No dia seguinte, desapareceu. Seu corpo foi encontrado algum tempo depois boiando na baía de São Francisco. Era janeiro de 1975.

Horrorizado e sentindo-se responsável pela morte da amiga, David procurou saber dentro dos “Panteras Negras” o que teria havido. Deparou-se com uma muralha de silêncio e viu-se objeto de reprovação por seus colegas, por estar “investigando o que não deveria…”

Entendeu tudo, rompeu com os “Panteras Negras” e, logo depois, rompeu com a esquerda em geral. Esse David é ninguém menos que David Horowitz, possivelmente o maior nome, hoje, da direita americana em matéria de guerra política, com diversos livros publicados e uma legião de seguidores; estranhamente (ou talvez não), tudo começou nos Panteras Negras.

O grupo extremista e seu filhote, o “Black Liberation Army”, foi responsável ainda pelo assassinato de nada menos que 35 policiais.

Vale a pena lembrar aqui que, de 9 de março a 2 de julho de 2015, o SESC São Paulo promoveu a exposição “Todo Poder ao Povo! Emory Douglas e os Panteras Negras”. O artista plástico Emory Douglas era o responsável pela propaganda do grupo (ele se intitulava “Ministro da Cultura do Partido dos Panteras Negras”), e a mostra exibia suas obras.

A repórter Elisabete Pacheco, da GloboNews, foi lá conferir.

Resultado de imagem para panteras negras, imprensa marron escola vermelha“Uma exposição ma-ra-vi-lho-sa, Aline! Os Panteras Negras foram muito importantes, eles lutaram pelos direitos civis! Eles usavam armas, mas a legislação do estado da Califórnia na época permitia!” (não deu tempo dela explicar se “a legislação do estado da Califórnia na época” permitia matar 35 policiais e uma funcionária da própria organização).

“Eu já fui e a-do-rei!”, responde a âncora Aline Midlej, embevecida.

E tome imagens dos Panteras Negras (pintadas por Emory Douglas) com armas de fogo (numa delas vemos uma criancinha negra empunhando um fuzil). O próprio Douglas estava presente (de chapéu e camisa azul na imagem abaixo) e foi entrevistado pela repórter.

“Que imagens lin-das, Aline!”, diz, deslumbrada com o poder de fogo dos extremistas, a repórter da emissora que vive demonizando aqueles que, no Brasil, lutam pela revogação do Estatuto do Desarmamento para que o cidadão comum possa se defender do marginal que invade sua casa armado. “Bancada da bala!”, acusam eles, histéricos. A incoerência é uma face conhecida da desonestidade intelectual dos “progressistas”.

“Os Panteras Negras incomodaram muita gente, Aline” – aparece ao fundo vídeo com policiais brancos (esses “fascistas”, vocês sabem…) – “e por isso mataram…e morreram!”, acrescenta a repórter, em tom de advogado de defesa diante do júri.

E conclui:

“Sabe por que uma exposição como essa é tão atual, Aline? Porque hoje em dia os Panteras Negras continuam sendo (e fala cada sílaba bem devagar) NE-CES-SÁ-RIOS!”

Quatro anos depois de afirmar que os “necessários” assassinos do grupo Panteras Negras eram “lutadores pelos direitos civis”, a mesma mídia quer nos vender a ideia de que uma comunista defensora de ditaduras de partido único é uma “lutadora pela liberdade” – convenientemente omitindo “pequenos detalhes” sobre a biografia da distinta.

E não se espante se algum professor na escola do seu filho homenagear em sala de aula essa “grande lutadora” que é a senhora Davies, talvez até mesmo exibindo para os alunos esse autêntico estelionato jornalístico com o qual o grupo Globo nos brindou há poucos dias, celebrando a visita ao Brasil da comunista que “luta pela liberdade”.

Afinal, não temos no Brasil um partido que diz ser “do Socialismo e Liberdade”?

 

A guerra é longa. Só está começando.

 

 

 

Texto  de  Marcelo Rocha Monteiro

 

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