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PARASITE

Parasite ou Parasita é um filme de suspense e humor negro sul-coreano de 2019, realizado por Bong Joon-ho.

 

 

.Parasite teve a sua estreia mundial no Festival de Cannes de 2019, a 21 de maio, onde ganhou a Palma de Ouro, tornando-se no primeiro filme coreano a receber o prestigiado prêmio assim como no mais recente filme a ganhar com o voto unânime do jurado do festival, desde “Azul é a cor mais quente” em 2013. Foi também selecionado como o filme representante da Coreia do Sul na categoria de Melhor Longa Metragem Internacional da 92º edição dos Óscares.

O filme conta a história da família de Kim Ki-taek (Song Kang Ho) que vive num pequeno apartamento, situado na cave de um prédio. Diariamente, a família luta para sobreviver, exercendo trabalhos precários, com pouquíssimos rendimentos,

Mas a sorte para eles parece ter mudado, quando, num inesperado golpe de sorte, o filho mais velho, Ki-woo (Choi Woo Shik), começa a dar aulas particulares na mansão da riquíssima família Park.

O filme se abre com a imagem de uma pilha de meias secando perto da janela estreita da casa de Ki-Taek. Ele mora num “andar intermediário”, espécie de porão cuja vista dá para uma lixeira onde um morador de rua costuma urinar. Os quatro membros da família estão constantemente sujos, transitando entre cômodos apertados enquanto buscam alguma rede gratuita de WiFi nas vizinhanças. A descrição desta família é comicamente grotesca, assim como será grotesca a descrição burguesa da família Park. Estes últimos habitam a casa espaçosa criada por um arquiteto famoso, onde os quatro membros se espalham pelos quartos e se entediam com toda a tecnologia e objetos à disposição. Os dois núcleos constituem opostos idênticos (pai, mãe, filha e filho), como o reflexo de um espelho.

O diretor Bong Joon-ho parte para uma visão assumidamente caricatural das classes sociais, cuja estratificação é representada pela estrutura literal das casas – vide o sobrado dos ricos, o meio-andar dos pobres e um porão, nível ainda mais precário que desempenhará um papel importante na trama. Enquanto a riqueza dos Park os torna ingênuos e ignorantes (sem curiosidade pelo mundo ao redor devido ao comodismo de suas posses), a pobreza dos protagonistas motiva a malandragem, a habilidade de criar de todas as artimanhas possíveis para ascenderem socialmente. Não demora até que as famílias se encontrem e os desempregados consigam se infiltrar na casa rica, um a um, ganhando a confiança dos novos patrões. A noção de parasitismo sugerida pelo título funciona à perfeição para descrever o conflito central.

O consenso crítico do site diz: “Com uma análise urgente e brilhante de temas sociais oportunos, Parasite encontra o diretor e argumentista Bong Joon Ho no comando quase total do seu ofício“.

Ao escrever para o The New York Times, o crítico de cinema, A.O. Scott descreveu o filme como “um filme extremamente divertido, o tipo de filme inteligente, generoso e esteticamente energizado que elimina as cansadas distinções entre filmes de arte e filmes de pipoca“. Já a NY Mag, escreveu que Parasite é “um trabalho em si, em constante estado de transformação agitada – uma obra-prima que quebra os nervos, cujo feitiço permanece muito tempo depois de sua assustadora imagem final“. A Time Out, elogiou o comentário social e afirmou que “este é um trabalho deslumbrante, surpreendente e emocionante do começo ao fim, cheio de grandes estrondos e pequenas maravilhas“.

Parasite ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2019

 

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