Raul de Leoni: “A HORA CINZENTA”

 

A HORA CINZENTA

 

Desce um longo poente de elegia

Sobre as mansas paisagens resignadas

Uma humanissima melancolia

Embalsama as distâncias desoladas

 

 

Longe, num sino antigo, a Ave Maria

Abençoa a alma ingênua das estradas

Andam surdinas de anjos e de fadas

Na penumbra nostálgica, macia…

 

 

Espiritualidades comoventes

Sobem da terra triste, em reticência

Pela tarde sonâmbula, imprecisa…

 

 

Os sentidos se esfumam, a alma é essência

E entre fugas de sombras transcendentes

O pensamento se volatiliza

 

 

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