A emoção é uma característica do ser humano encarnado na Terra. Quando despojado do corpo físico o ser humano conduz-se pela ética.

Cada orbe habitável é uma escola e tem suas regras próprias de aprendizagem. Na Terra aprendemos pelo exercício das emoções consequentes dos relacionamentos.

Nascemos de pai e mãe e vivemos em família, esse laboratório maravilhoso, onde vivemos as mais tórridas emoções. Quanto mais emoções, mais material para elaboração de nosso caráter. A ausência de família é um contraponto do mesmo laboratório, com o qual também se aprende.

Os fatos geradores de emoções podem ser o desenvolvimento ou ausência do amor e do atrito, ambos valiosos como elementos propulsores de evolução.

O amor libera a felicidade imediata advinda da compreensão do bem que dele emana. O atrito nos leva a reflexão sobre o quanto ainda necessitamos aprender para atingirmos a tão almejada perfeição; o atrito reflete nosso interior, nossa realidade.

Amor e atrito, ferramentas que o Universo coloca à nossa disposição para bem aproveitarmos a passagem por esta escola. Materiais de primeira qualidade que numa linguagem moderna poder-se-ia dizer de última geração.
Ao amor tecemos loas, fazemos versos e o cantamos em todos os ritmos. Ao atrito destinamos nossos mais sofridos sentimentos de abominação. Temos horror de atrito, à exceção daqueles que sabem tirar da situação seu verdadeiro fruto, o crescimento individual. O que o atrito nos leva a perceber, nos assusta, nos entristece.

Fora do plano carnal, a ética rege a conduta do ser. Há uma ética universal de respeito ao próximo seguida pelos espíritos que já avançaram na senda luminosa, mas há os que a ignoram e fazem seu caminho regido por sua ética pessoal, a ética egocêntrica do “meu pirão primeiro”, da busca incansável por satisfazer suas necessidades individuais, buscando em outros a energia que eles não sabem absorver da fonte primordial: Deus.

Havendo duas maneiras básicas de o espírito conduzir a satisfação de suas necessidades, encontramos duas maneiras básicas de nos relacionarmos com eles: a colaboração e a submissão.

 

Só há uma maneira de um espírito fazer parte da comunidade de um planeta, estar encarnado.

Só o ser encarnado pode pensar na condução do desenvolvimento humano sobre o orbe, ao ser desencarnado cabe, se quiser trabalhar em favor dessa humanidade, colaborar com os encarnados auxiliando-os.

O comando de qualquer ação que diga respeito ao destino dos homens deve partir dos homens. Somos, portanto responsáveis, pela condução da evolução da humanidade encarnada na Terra.

Se nossa vontade for permanecer como estamos, o Universo responderá: assim será.

Entretanto, se nossa vontade for progredir, o Universo também dirá: assim será. Poderemos contar, para tanto, com aqueles que se colocam à nossa disposição para conseguirmos nossos objetivos: os bons espíritos que decidiram permanecer junto a Terra como missionários da evolução humana.

Temos então espíritos preso à crosta terrestre por questões egocêntricas e espíritos que voluntariamente permanecem conosco por amor.

Com quais e como nos relacionaremos com eles? Cabe a cada um de nós decidir sobre seu interesse nesse relacionamento. Um relacionamento de associação e companheirismo, onde ambos buscam crescer, ou um relacionamento de submissão e interesses próprios e imediatos?

Cada ser humano deve atentar para compreender como está se relacionando com o mundo espiritual. Não há como alguém dizer para outrem que seu relacionamento é certo ou errado, porque isso está dentro de seu livre arbítrio, mas é possível perceber as consequências desse relacionamento. Enquanto curadores, podemos orientar nossos irmãos a observarem o resultado de suas ligações, se elas trazem serenidade, alegria e sentimento amoroso, ou o contrário disso.

 

Espíritos comprometidos com a evolução humana não dão ordens, não aprisionam, não decidem sobre os destinos dos encarnados, porque a ética universal é de não intromissão nos destinos dos povos encarnados.

Guias espirituais colocam-se à nossa disposição para o que quisermos fazer, nunca o contrário. Quando sentimos que necessitamos desenvolver nossas mediunidades estamos sendo impulsionados por nosso “eu interior” que sabe de nossos compromissos assumidos.

Espíritos podem estar esperando nossa decisão em trabalhar conjuntamente, mas nunca nos forçando a fazê-lo. Nosso papel é de impulsionar e dar diretrizes aos projetos por nós sonhados um dia, mesmo que em período fora do plano físico.

Se um espírito quiser viabilizar no plano material seus projetos, deverá encarnar para então poder manifestar ao Universo seu desejo, enquanto espírito só lhe cabe apoiar os sonhos dos encarnados.

Assim sendo, precisamos tomar consciência da importância dos nossos sonhos de uma vida melhor para a humanidade, pois haverá sempre um grupo espiritual pronto para apoiar nossos projetos.

A responsabilidade pelo futuro da integridade do planeta e do ser humano é de cada um de nós, encarnados.

(Adilson Maestri)

 

Adilson Maestri é um Engenheiro Civil e escritor catarinense. Kardecista praticante, ele atua regularmente como terapeuta, palestrante e membro da equipe filosófica do Núcleo Espírita Nosso Lar – NENL, em São José/SC.

Mantem na internet um blog que pode ser acessado pelo link:

TRANSFORMAÇÃO

 

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *