Tecnologia e saúde: saiba como será o futuro da medicina

A evolução tecnológica sempre busca melhorar a vida dos seres humanos, seja com um computador mais inteligente ou novas funções no automóvel. Já quando o assunto é medicina, sempre pensamos em novos medicamentos ou estudos científicos. No entanto, este é um tema que pode ir mais longe. Atualmente existem tecnologias que estão revolucionando a medicina e podem se tornar bastante comuns em um futuro bem próximo. São desde exames feitos remotamente com toda eficiência de um laboratório até aparelhos que monitoram uma gravidez de alto risco mesmo longe do hospital.

Outra tendência para o setor de saúde é o gerenciamento de todos os processos hospitalares de forma integrada, desde a admissão do paciente até sua saída. A ideia é que os dados dos pacientes como resultados de exames, medicamentos receitados e qualquer outra informação relevante sejam armazenados em um banco de dados e acessível, inclusive, pelos próprios doentes. Uma solução desenvolvida pela T-Systems na Áustria e implementada em 270 clínicas na Europa possibilitam que médicos e pacientes vejam seu prontuário atualizado em iPhones, iPads e iPods.

De acordo com Luiz Carlos Hirayama, responsável pelo desenvolvimento de negócios da T-Systems, as pessoas pagariam uma mensalidade para ter seus dados armazenados, enquanto os hospitais teriam uma infinidade de recursos como teleconferências e a possibilidade de acessar os dados dos pacientes em tempo real como sinais vitais e do coração. Além disso, a solução funcionaria em conjunto com as etiquetas de RFID, que registrariam eletronicamente os medicamentos destinados a cada paciente.

“Imagine que uma pessoa está internada tomando penicilina e uma enfermeira chega no quarto do paciente com uma ampola de bezetacil. Automaticamente um alarme soaria, avisando que aquele remédio não corresponde ao prontuário daquele paciente. Estas soluções evitariam até erro humano”, comenta Hirayama.

Da mesma forma como acontece na Telemedicina, a solução permitiria que o paciente controlasse seus níveis de glicose no sangue, fazendo a coleta do material com um aparelho plugado ao iPhone. Em cinco segundos, o smartphone exibe os dados e a respectiva avaliação, além de enviar ao médico, se necessário. Há ainda um aparelho que monitora a pressão arterial e os batimentos cardíacos através do iPhone, e um termômetro infravermelho, que registra a temperatura sem que haja necessidade do médico estar presente.

Para gravidez de alto risco, o executivo comenta que já existe na Europa uma cinta inteligente que controla todos os sinais vitais do bebê e da mãe em tempo real. Dessa forma, a paciente não precisa ficar em repouso no hospital durante toda a gestação. “Isso significa redução no tempo de permanência no hospital e maior controle sobre os pacientes”, conclui. Segundo o executivo, alguns hospitais particulares de primeira linha no estado de São Paulo já estão em negociação com a companhia para a implementação deste sistema.

 

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