The Cure – Arena Anhembi em S. Paulo

 

 

 

Entre os sussurros de “I’ve waited hours for this…” – um dos versos da música “Close To Me” – para os fãs do The Cure, como eu, cairia bem improvisar: “I’ve waited YEARS for this…”.

Mas a longa espera chegou ao fim! Com certeza o show mais aguardado do ano, o dos ingleses do The Cure, que quebraram o gelo de 17 anos sem tocar no Brasil e superlotaram a arena montada no Anhembi para essa apresentação histórica no último sábado 06 de abril, em Sampa. Os fãs puderam matar a saudade da voz e presença inigualáveis de Robert Smith numa atmosfera de pura nostalgia.

Com mais de 35 anos de carreira e 13 álbuns de estúdio, a banda se apresentou com os músicos da atual formação: Roger O’Donnell (teclado), Simon Gallup (baixo), Jason Cooper (bateria) e Reevers Gabrels (guitarra), que iniciou o show com a lindíssima “Open”. O Cure desfilou seu repertório passeando, ora de mãos dadas com a melancolia arrastada de hits do disco “Pornography”, como a perturbadora “One Hundred Years”; ora ultra high (para o delírio da plateia que vibrava com os trejeitos dançantes de Mr Smith) com as clássicas “The Love Cats”, “Why Can’t I Be You” e “Hot, Hot, Hot” do álbum “Kiss Me, Kiss Me, Kiss me”, de 1987; o The Cure reproduziu o habitual clima vibrante e etéreo característico dos seus shows, sem deixar nada a desejar Momentos especialíssimos como em “If Only Tonight We Could Sleep”, exibiram guitarras dedilhadas em tom oriental e, ao fundo, um jogo de imagens e luzes multicoloridas que montavam um cenário que mais lembrava um grande caleidoscópio… simplesmente INEBRIANTE!!!

A esperadíssima “Friday I’m Love” foi cantada em uníssono pela plateia, enquanto corações alados dançavam nos telões da arena. Um destaque especial para “Pictures of You” e “Fascination Street” do viajante álbum “Disintegration”, de 1989 e “From the Edge of the Deep Green Sea”, do disco “Wish”, de 1992. Caracterizado tradicionalmente com sombra escura nos olhos e batom vermelho nos lábios, Mr Smith, retribuía o carinho dos fãs, entre um hit e outro, com um simpático “obrigado”. O show teve a duração de 3h15m, com direito a dois bis, totalizando 40 músicas. O The Cure encerrou com a clássica “Boys Don’t Cry”, seguida da eletrizante “Killing an Arab”, levando os fãs ao delírio total. Antes de sair do palco, Robert Smith agradeceu à plateia com um sorriso dizendo: “I hope to see you soon again.” A nós, pobres mortais, só nos resta dizer: amém!

 

*** Resenha feita com a mais do que amável colaboração da mega-fã Maria José Coêlho, vinda especialmente de Manaus (AM) para assistir a esta apresentação histórica do The Cure em Sampa

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